sábado, 24 de abril de 2010

Características de quatro gerações



No mercado de trabalho, há profissionais de diferentes faixas etárias. É muito comum haver na mesma empresa profissionais mais maduros trabalhando com estagiários, aprendizes e recém-formados. Essas pessoas fazem parte de quatro diferentes gerações: Tradicional, Baby Boomers, Geração X e Y.

O psicólogo organizacional e presidente do ESARH 2010 (Encontro Sul-Americano sobre Recursos Humanos), Doralício Siqueira, afirma que as empresas ainda não encontraram a maneira mais adequada de conviver com as diferenças de gerações. Para ele, é necessário conscientizar os dirigentes das organizações para compreenderem a riqueza dessa diversidade de profissionais.

Siqueira declara ainda que o principal desafio das empresas é reconhecer o talento de cada pessoa, independentemente da idade, e trabalhar com foco naquilo que é positivo e que agrega. O psicólogo alerta que o reconhecimento dos profissionais é uma das formas mais eficazes das gerações conviverem com maior sinergia.

As quatro gerações que convivem no ambiente de trabalho possuem característica diferentes. Confira a seguir.

Geração dos Tradicionais:
Nascidos até 1950, são pessoas extremamente dedicadas, que entendem e se conformam com o sacrifício; admitem recompensas tardias; respeitam a hierarquia e são formais: burocratas. O dever vem antes do prazer e são bons em tomar decisões pressionados.

Geração dos Baby Boomers:
Nascidos entre 1951 e 1964, são pessoas revolucionárias e moldadas com grande disciplina; céticos em relação à autoridade, independentes; transformadores, buscam reorganizar ou reestruturar suas organizações; foco no curto prazo e mentalidade de trabalhar pressionados; liderança por consenso; tendem a priorizar o trabalho, acreditam num mundo competitivo e compenetrado.

Geração X:
Nascidos entre 1965 e 1983, buscam equilíbrio entre a vida pessoal e profissional; são pessoas auto-centradas, empreendedoras e extremamente independentes: altamente pragmáticas e orientadas às ações; liderança por competência; grupo mais conservador da força de trabalho. Meta de carreira dirigida a novos desafios; gostam de trabalhar num ambiente de equipe e a primeira geração que verdadeiramente domina os computadores - Era da Informação.

Geração Y:
Nascidos entre 1984 e 1990, são tecnologicamente superiores; tendem a ter entendimento global; necessitam de reconhecimento positivo periódico; desejam crescimento rápido na carreira e são imediatistas. Tecnicamente muito sofisticados; multi-tarefeiros; fiéis aos seus projetos; informais, autônomos e individualistas. Não abrem mão de gerenciar simultaneamente sua vida pessoal e profissional. Precisam se sentir "fazendo parte" do time: liderança por coletividade e inclusão.


Fonte:

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Desequilíbrio da “Empregabilidade” brasileira



Os cargos podem ser representados por uma pirâmide onde a base é composta por cargos operacionais, acima vêm os administrativos, e por fim, no tão sonhado topo tem a direção composta por executivos, gerentes e a presidência.

Em todo Brasil os cargos operacionais são classificados ou rotulados pela população como, “pião”, são os operários, atendentes; mecânicos; encanadores; jardineiros; entre outros. Ou seja, os que pegam no pesado e ganham muito pouco ou absolutamente quase nada. Para esta área vem sobrando emprego, só no SINE, em 2009 70mil vagas deixaram de ser preenchidos, já os cargos administrativos sobram candidatos e faltam vagas. O numero de estudantes se profissionalizando vem aumentando graças a praticas governamentais como o PEP, ENEM, PROUNI. O governo de fato esta investindo e criando programas para melhorar a educação brasileira e conseqüentemente as oportunidades, porem não é o suficiente, você vai descobrir e entender o que estou dizendo, mas só no final do artigo. Também o povo brasileiro esta começando a tomar vergonha, deixando de ser acomodados e passaram a pegar nos livros. Mas que pena que o governo não abril os olhos para o planejamento da educação de qualidade, as políticas governamentais deveriam da ênfase no investimento de qualidade criando medidas para gerar empregos bons e bem remunerados.
O quê esta acontecendo é que o governo investe em programas de capacitação (não são bons comparados com os de países desenvolvidos) gerando bons profissionais, mas em contra partida, não gera oportunidades de emprego para estes profissionais recém formados. Não deixe de ser enganado com propagandas do tipo: “Sobram vagas para cargos de nível superior”, pois não é verdade, se fosse, porque será que pessoas graduadas estariam trabalhando como garis? (nada contra a profissão, mas veja bem, o individuo gasta dinheiro com o curso superior que não é barato alem de material didático, noites sem dormi, quatro anos em média de estudo pesado e não pode exercer a profissão escolhida?) Só em algumas áreas sobram vagas para candidatos de nível superior, estas áreas são bem específicas e em locais específicos, como: engenheiro, médicos, e profissionais altamente qualificados (como meu diz: É só para filho de marajás).
Atualmente você deve ter visto a nova medida do governo, segundo eles para facilitar a vida do micro-empreendedor, se você tem um negocio onde trabalhe no Maximo duas pessoas pode ser formalizada constituindo assim uma Pessoa Jurídica a baixo custo. De fato isto é bom, já que para negociar com algumas empresas precisa ser Pessoa Jurídica e pode fazer empréstimos com taxas bem menores, isto deveria já ter acontecido há muito tempo.
Você deve esta perguntando “O que isso tem haver comigo ou com o desequilíbrio da empregabilidade brasileira?” Eu te respondo tudo: Tudo!
Se no Brasil tivesse investimento planejado e pesando no futuro tudo seria diferente. Ao invés de ter feito esta melhoria do micro-empreendedor, que eu julgo inconveniente, pois deveria dar incentivo para o crescimento das empresas, fazendo com que uma micro-empresa se torne em pouco tempo uma empresa de médio e/ou grande porte, isto de fato pode até causar este interesse por parte dos microempresários, mas ainda é pouco. Se as micro-empresas tivesses incentivos para crescer geraria mais empregos para diversos níveis e áreas. Isto é tão fácil quanto tirar doce de crianças, agora sim voltamos para o tema educação, deve se investir na educação de qualidade, formando não apenas alunos, mas profissionais com capacidade para gerir seu próprio negócio ou gerenciar grandes empreendimentos.
O problema que o povo brasileiro em geral tem orgulho de mais, não suporta a idéia de copiar boas idéias de seu próprio vizinho, que dirá copiar o modelo de educação de países como os Estados Unidos. Se quiser chegar a algum objetivo deve olhar para aqueles passaram pelo mesmo caminho. Copiar grandes idéias não é falte de criatividade mais sim esperteza. Compare as melhores universidades do mundo, as principais são as americanas e as inglesas, até o método para entrar neles é diferente do Brasil, a estrutura é diferente, o ensino, tudo é diferente o curso é integral. Veja o ranking das melhores universidades. Essas grandes universidades chegam a ter o orçamento de mais de 1bilhão de dólares anuais, isso é só uma universidade. Só não da para negar que para estudar nessas universidades é muito caro, mas porque não implantar ou dar apoio para as universidades daqui cheguem a este ponto, implantar métodos para que o candidato possa entrar nestas universidades mesmo que não tenha o dinheiro necessário, como faz os Estados Unidos com empréstimos ou financiamento com taxas baixas para seus nativos.
Talvez você esteja pensando: se formar apenas grandes profissionais gerando emprego para todos, e os cargos operacionais? Eu te respondo: nem todos desejam ser grandes profissionais, ai nos esbarramos em um problema, com certeza acontecera à mesma coisa que acontecem com os países desenvolvidos, imigração.
Tudo isso que eu disse parece ser uma idéia muito capitalista, mas é assim que grandes nações fazem e alem disso em que sistema você acha que vivemos?
A educação é o único caminho (vale apena lembra que é um investimento em longo prazo e deve ser minuciosamente planejado) para acabar ou diminuir drasticamente a desigualdade social e entrar de vez com o pé direito na elite dos países de primeiro mundo.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Como saber qual é o melhor momento para comprar ou vender uma ação ?

Segundo os analistas técnicos, a melhor maneira de prever isso é através da observação dos pontos de suporte e resistência nos gráficos de tendência de preços de ações. Nestes gráficos, onde há espécies de zig-zags , pode-se observar que há picos e fundos. Os picos são chamados de pontos de resistência e os fundos, de pontos de suporte.

Quando os preços das ações estão próximos ao nível do suporte, as compras feitas pelos investidores são fortes suficientes para interromper o processo de queda durante algum tempo e, possivelmente até revertê-lo. É o ponto onde as compras estão superando as vendas. Ou seja, indica que dificilmente os preços vão cair abaixo daquele nível.

Já as resistências são os níveis de preços onde as vendas estão superando as compras dos investidores, o que também pode interromper a tendência de alta das ações e até revertê-la. Assim, ao chegar neste ponto, é difícil, mas não impossível, que os preços das ações ultrapassem esse nível. Mas, por outro lado, se os preços ultrapassarem um pouco este ponto, se diz que eles estão quebrando a resistência e passam a ter uma tendência forte de alta.

Para entender o que o investidor deve concluir disso, vamos a um exemplo numérico:

Suponha que, ao analisar o gráfico do suporte e resistência, o investidor observe que, no passado, a linha subiu até R$ 20, caindo posteriormente e chegando até R$ 10. Se a curva chegar aos R$ 20 e começar a cair, como já havia acontecido, é o momento certo de venda. Isso porque a tendência será de queda e, conseqüentemente, os investidores começam a realizar lucro para não pegar maiores quedas.

Mas, em contrapartida, se os preços ultrapassarem o nível de resistência observado anteriormente (R$20), quebrando a resistência, a tendência é de que o preço continue subindo. Isso faz com que seja bom momento para adquirir mais papéis.

No caso da análise do nível de suporte, também pode-se concluir qual é o melhor momento de compra e venda. Caso a linha de suporte, no passado, tenha ficado em R$ 20 e, posteriormente, tenha caído para R$ 10, há a possibilidade de dois movimentos. Ou o preço volta a subir, respeitando o suporte de R$ 10 ou rompe este nível, caindo mais.

Ao chegar ao nível de R$ 10, suporte observado anteriormente, pode-se concluir que é um bom momento para compra, já que, a partir deste ponto, a tendência será de alta. Caso, depois de atingir o nível de R$ 10, o preço continue caindo, rompendo assim o suporte, o investidor deve vender as ações, que entraram em tendência de queda.

Infelizmente, a análise técnica, não faz milagres. Mas ao utilizá-la, o investidor pode evitar grandes perdas durante as negociações através dos conceitos de suporte e de resistência. Ninguém pode saber qual será o andamento do mercado, mas através da análise dos níveis de suporte e resistência é possível ao menos reduzir as perdas nas negociações.



Referência: InfoMoney Data: 30/05/2007

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Controle todas as suas contas bancárias em planilhas e ganhe mais tempo!

Nos dias atuais é cada vez mais comum usar planilhas para fazer controles financeiros. Empresas de grande porte têm o hábito de usar programas específicos para esta finalidade, já as microempresas optam por planilhas simples do Excel, porém, é necessário tempo para montar estes tipos de arquivos e custo, pois é necessário designar alguém para executar esta tarefa, outra opção é tirar da internet, mas como você sabe existem milhões de arquivos e nem todos servem ou são apropriados as necessidades de cada microempresa. Foi pensando neste público que montei uma planilha no Excel 2007 que serve como controle de contas bancárias. Este arquivo é bastante simples e qualquer pessoa pode usar, seja ela pessoa jurídica ou pessoa física.
No arquivo tem um quadro com demonstrativo geral do saldo de todas as Contas, é possível usar até três contas bancárias. Confira a imagem abaixo:
Além disso, cada conta tem sua planilha individual, que serve como detalhamento específico. Conforme pode ver abaixo:
Este arquivo é ideal para ser usado em reuniões administrativas, pois é um bom suporte para analise financeiro.

Lembrando que o documento é em Excel 2007.
Clique no link abaixo e baixe o arquivo!
Controle Financeiro de CTAs Bancárias - LRF - Modelo.xlsx

Este Link é novo, foi atualizado em 27/10/2012

sábado, 5 de setembro de 2009

Arquitetura Verde

O termo arquitetura verde é uma tendência do mundo moderno, a cada dia que passa a preocupação com o meio ambiente vem aumentando. Não interessa se para construir um novo prédio será necessário gastar milhões ou bilhões, o importante é que o novo empreendimento seja visionário e elegante.
Pode até parecer que é só mais uma moda fútil, mas não se engane, pois é uma necessidade e a natureza estar implorando por atitudes como esta. Na Europa e nos Estados Unidos já temos construções verticais que visa o conforto, elegância, praticidade e preservação do meio ambiente, além de ser um ótimo investimento.
Para construir um prédio deste, gasta muito dinheiro, até três vezes mais que um prédio convencional, porém a arquitetura verde pode economizar só em energia 40% do que os métodos aplicados em construções convencionais, o que pode garantir o retorno do dinheiro investido em cerca de cinco anos.
Segue abaixo imagens de “Arquitetura Verde”:


Edifício Harmonia 57 – São Paulo


Projeto do Arquiteto Daniel Libesking – Nova York


Museu Quai Branly – Paris






Dynamic Architecture, Projeto do arquiteto italiano David Fisher - Dubai

Um edifício dinâmico que faz seus andares girarem em torno de seu eixo em 360º, 24hr por dia? Este tipo de construção poderá ser vista em Dubai, até 2010. Trata-se de um projeto inédito e audacioso. Esta é a auto-primeira-vista da energia suficientes arranha-céu, uma vez que gera eletricidade graças aos seus movimentos constantes, maximizando a utilização da energia eólica.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Em meio à crise econômica, economia chinesa volta a crescer

PIB registrou alta de 7,9% no segundo trimestre de 2009.

Já a produção industrial avançou 9,1% no mesmo período.

O Produto Interno Bruto da China registrou um crescimento de 7,9% em ritmo anual no segundo trimestre de 2009, após avançar 6,1% nos primeiros três meses do ano, anunciou nesta quinta-feira (16) o Bureau Nacional de Estatísticas, confirmando os sinais de recuperação da economia chinesa.

No conjunto do primeiro semestre, o crescimento foi de 7,1%, contra 10,4% no mesmo período de 2008.

Já a produção industrial avançou 9,1% em ritmo anual no segundo trimestre de 2009, após subir 5,1% nos primeiros três meses do ano, registrando um avanço semestral de 7%, inferior aos 9,3% para o mesmo período de 2008. Em junho, a produção cresceu 10,7% em ritmo anual.

A atividade econômica caiu nos últimos meses de 2008, afetada pela crise financeira e econômica internacional, que reduziu a demanda externa de produtos chineses.

No conjunto de 2008, a produção industrial havia registrado alta de 12,9%. * Com informações das agências de notícias EFE e France Presse

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1231589-9356,00-EM+MEIO+A+CRISE+ECONOMICA+ECONOMIA+CHINESA+VOLTA+A+CRESCER.html

Os bastidores de uma negociação

Saiba o que acontece em uma rodada de negócios entre fornecedores brasileiros e compradores estrangeiros
São quase 15 horas de uma quarta-feira. Em um hotel de luxo em São Paulo, 40 representantes de empresas de oito países latino-americanos distribuem-se em mesas espalhadas pelo salão de convenções. Em minutos, o ambiente fica apinhado de gente. E tenso. Os compradores estrangeiros começam a receber 152 donos de tradings de todo o Brasil, representando mais de 500 fornecedores nacionais de micro e pequeno porte. Cada encontro deverá durar no máximo 20 minutos. No tempo cronometrado, os vendedores precisam apresentar catálogos, tirar produtos das caixas, trocar cartões e gastar a lábia em duras negociações.

Eis o cenário típico de uma rodada de negócios. Esta ocorreu no Encontro de Tradings do Brasil, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em maio. O governo quer estimular as exportações de empreendedores via tradings e, assim, driblar a falta de recursos financeiros e de pessoal especializado comum às empresas de menor porte que desejam desbravar o mercado internacional. O evento promoveu 1.160 reuniões e resultou em negócios praticamente fechados no valor de US$ 6 milhões - com a expectativa de outros US$ 28,6 milhões nos próximos meses.

Dificilmente os negócios são fechados no ato da rodada. Mas é ali que surge uma chance, às vezes única, de mostrar a cara e iniciar um relacionamento frutífero. Um evento como esse tem muito a revelar sobre quais abordagens nas negociações globais dão samba.

Jogo de cintura
Nicole Saad Jafet, de 30 anos, e seu pai, Nicolau Saad Filho, de 62, são donos da General Products, exportadora com sede em São Paulo. Sentam-se à mesa de Manuel Acosta Cordero, dono da Cubalse, empresa de Cuba que compra artigos de diferentes partes do mundo e revende para lojas do seu país. Cordero dá as cartas. Faz questão de frisar que precisa de produtos de qualidade, pois fornece até mesmo para o corpo diplomático cubano. Com o jogo de cintura dos bons vendedores e um espanhol fluente, Nicole exalta as qualidades dos produtos que representa e ainda aproveita uma brecha para elogiar a capital cubana. "Já visitei Havana. Fiquei encantada", diz. O interlocutor abre um sorriso, tira os óculos e concorda. Volta a folhear o catálogo de móveis que Nicole lhe entregou. A empresária mostra-se confiante ao notar o sinal de interesse.

Os dois relógios digitais gigantes, dispostos na entrada e nos fundos do salão, mostram que o tempo da reunião se esgotou. Alguns monitores começam a circular entre as mesas, chamando a atenção de quem insiste em ultrapassar o tempo. O trânsito dentro do salão aumenta. Os representantes das tradings circulam de um lado para o outro. A maioria carrega malas de viagem, assim como fazem Nicole e Saad Filho, que agora partem em direção a uma mesa do Chile. É a segunda reunião de uma série de 14 que a dupla terá até o final do evento.

À medida que o tempo passa, o clima inicial de insegurança se dilui e as conversas - em espanhol e "portunhol" - ficam mais animadas. Sobre as mesas alterna-se todo tipo de amostra que se possa imaginar: perfumes, vassouras, tecidos, além de pilhas de catálogos. Na mesa de Alessandro Fonseca, dono da Global Wear, importadora da Cidade do México, surge um sapato feminino, depois um masculino. Foram colocados ali por Carlos Sérgio, representante da Biroex, trading de São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Alguns minutos de conversa são suficientes para que Sérgio guarde os sapatos novamente na mala. Pelo rumo da conversa, ele logo percebe que os seus preços estão muito distantes daqueles que o comprador está disposto a pagar. "Eu forneço para grandes redes de varejo, como o Wal-Mart, e preciso de produtos com valores muito competitivos", justifica Fonseca, um paulistano de 34 anos que se mudou para o México em 2001, onde abriu a própria trading.

Boas expectativas
Ao descobrir que Fonseca tem interesse em importar açúcar e etanol, Sérgio diz que não trouxe os catálogos específicos do ramo, mas garante que enviará informações nas semanas seguintes. "Esse comportamento é comum nas rodadas de negócios: os vendedores mais habilidosos encontram abertura para novos contatos, mesmo que cheguem despreparados para a reunião", afirma Fonseca. O representante do México encerra o expediente contabilizando 25 encontros. Não chegou a fechar negócios na rodada, mas voltará para o seu escritório com expectativas de comprar futuramente açúcar, café, etanol e roupas de cama, mesa e banho.

A dupla Nicole e Saad Filho, da General Products, sai entusiasmada com possíveis encomendas de móveis, materiais de construção e autopeças para o Panamá, a Venezuela, o Peru, o Chile e a Colômbia. "Já imaginou se tivéssemos de viajar para todos esses países e fazer os contatos que fizemos?", pergunta Nicole.


Fonte:

Empresas e Negócios

http://empresas.globo.com/Empresasenegocios/0,19125,ERA1700948-2992,00.html


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