segunda-feira, 27 de abril de 2020

Redação E-Commerce Brasil 45% das lojas online nunca utilizaram marketplace, aponta estudo

O mercado de comércio eletrônico cresce a cada dia no Brasil. Ainda assim, a discussão sobre começar em uma marketplace ou apostar em uma loja online própria toma conta dos varejistas. Segundo uma pesquisa da Enext, 45% dos e-commerces não utilizam uma marketplaces para as suas vendas.

Os motivos apontados pelos varejistas em não estar em uma marketplace incluem falta de conhecimento ou de recursos disponíveis (38,9%), não acreditarem que seja um modelo importante para o mercado (33,3%) e não gostarem devido às margens de vendas (22,5%).
O especialista em marketing digital, Victor Palandi, porém, explica as vantagens e desvantagens de apostar em um marketplace para as suas vendas. De um lado está o tráfego maior, bem como menos preocupação com logística. Do ouro, a comissão que não permite grandes manobras de descontos.
“Atualmente, não estar em marketplaces significa ter mais custos com tráfego, porque a empresa precisa conseguir os clientes por ela mesma, o que dá mais trabalho”, explica Palandi. “Devido à comissão que é dada ao marketplace, fica difícil dar muito desconto, se não a margem de lucro some. Porém, se você não tiver um preço melhor que do concorrente, raramente vão comprar da sua loja. Logo, é necessário cortar o máximo de custos possível para conseguir repassar esse ganho ao público final”, aconselha.
O Brasil conta com uma grande gama de marketplaces. Os maiores e com mais clientes, atualmente, são Mercado Livre e B2W (Americanas.com, Submarino e Shoptime), seguidos de Amazon e Magazine Luiza.
Informações retiradas de Meio & Mensagem e Dino


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Reino Unido e Alemanha iniciam testes em humanos de vacinas contra o coronavírus

Na corrida contra o relógio para encontrar um tratamento eficaz contra o novo coronavírus, Alemanha e Reino Unido iniciaram testes com duas vacinas diferentes contra a doença. Os dois países esperam disponibilizá-las para o público dentro de alguns meses.

A Universidade de Oxford deve dar início nesta quinta-feira (23) a exames clínicos da substância em humanos. A primeira bateria de testes servirá para avaliar a segurança e a eficácia da vacina.
No total, 1.112 voluntários participam do experimento. Destes, 551 receberão uma dose da potencial vacina contra a Covid-19, e a outra metade uma vacina padrão. Dez participantes receberão duas doses da substância experimental, com um intervalo de quatro semanas.
O tratamento desenvolvido pela Universidade de Oxford é baseado em um adenovírus modificado que afeta os chimpanzés. Segundo a equipe, liderada pela pesquisadora Sarah Gilbert, a vacina pode "gerar uma forte resposta imune com uma dose única e não é um vírus replicante", portanto "não pode causar infecção contínua no indivíduo vacinado". Isso torna "mais seguro para crianças, idosos" e pacientes com doenças crônicas, como diabetes.
80% de chances de eficácia
Os trabalhos da Universidade de Oxford são apoiados pelo governo britânico, cujo ministro da Saúde, Matt Hancock, elogiou os esforços dos cientistas. Para ele, há um “desenvolvimento promissor” de uma vacina em andamento no Reino Unido.
A equipe da pesquisadora Sarah Gilbert aposta em 80% de sucesso deste tratamento. Caso ele traga resultados em humanos, a previsão é de produzir um milhão de doses e disponibilizá-las até setembro, quando começa o outono no Hemisfério Norte.
No entanto, outros cientistas que participam do projeto acreditam que esse calendário é "altamente ambicioso" e pode mudar. Já o diretor de saúde do Reino Unido, Chris Whitty, reconheceu na quarta-feira (22) que a probabilidade de obter uma vacina ou tratamento eficaz "este ano é muito baixa".
Alemanha em um “estágio importante” de desenvolvimento de uma vacina
Na Alemanha, as autoridades federais encarregadas da certificação de vacinas aprovaram na quarta-feira testes clínicos em humanos pelo laboratório alemão BioNTech, sediado em Mainz, em colaboração com a gigante americana Pfizer. Ainda não há uma data precisa para o início do experimento, mas o presidente da BioNTech, Ugur Sahin, garantiu que eles deveriam começar "no final de abril".
Esses ensaios - os quintos em humanos em todo mundo - segundo o Instituto Paul Ehrlich (IPE), são "um estágio importante" para que a vacina esteja "disponível o mais rápido possível". Essa instituição alega ter dado sua aprovação após uma "avaliação completa do relatório de riscos e benefícios potenciais" do produto que está sendo testado.
Os testes serão inicialmente realizados com 200 voluntários saudáveis, entre 18 e 55 anos de idade. A segunda fase deve ser realizada com voluntários com perfil de risco, segundo o IPE.
De acordo com o instituto, o objetivo é "determinar a tolerância geral da vacina testada e sua capacidade de fornecer uma resposta imune contra o patógeno", um vírus do tipo RNA, que tem a particularidade de sofrer mutações.
Os primeiros dados podem estar disponíveis "no final de junho, ou no início de julho", afirma o presidente da BioNTech. O laboratório, especializado em tratamentos contra o câncer, junto com a gigante farmacêutica Pfizer, agora espera obter a aprovação das autoridades de saúde americanas para também realizar testes nos Estados Unidos.
Sete vacinas em andamento

Entre as
 centenas de pesquisas realizadas no mundo para encontrar uma vacina - a única maneira possível, segundo a ONU, de retornar à "normalidade" -, sete estão na fase de testes clínicos em seres humanos, segundo a London School of Hygiene and Tropical Medicine.Cerca de seis meses após o início da epidemia do novo coronavírus na China, não há nenhum medicamento ou vacina eficaz contra a Covid-19. A doença se aproxima da barra de 200 mil mortes, além de ter contaminado cerca de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo.
A busca por um tratamento contra o vírus provoca uma disputa feroz em alguns países. Berlim afirmou ter sofrido pressão dos Estados Unidos para a aquisição do laboratório farmacêutico alemão CureVac.
Por isso a Comissão Europeia fez um apelo aos 27 países do bloco para que "se protejam" das propostas aliciadoras de alguns países para a compra exclusiva de tratamentos ou empresas em setores estratégicos.

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